Município

História

Santa Gertrudes teve origem na sesmaria do Morro Azul, em 18 de junho de 1821, quando o Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão e sua mulher, Dona Gertrudes Galvão de Oliveira Lacerda, adquiriram naquele local a gleba denominada Laranja Azeda.

Em 1848, a gleba Laranja Azeda foi herdada pelo filho do Brigadeiro, Barão de São João do Rio Claro, Amador Rodrigues de Lacerda Jordão, por morte de sua mãe.

Em 1854, o Barão de São João do Rio Claro, formou uma fazenda de cana-de-açúcar e café, dando o nome de Santa Gertrudes, em homenagem à sua mãe. Em 1866, foi erigida a capela com o mesmo nome.

Com a passagem da Estrada de Ferro pelo local, em 1876, foi construída uma estação com o nome de Gramado, nas imediações da fazenda, e ao redor começou a desenvolver-se o povoado. Com o altar totalmente trabalhado em madeira, no ano de 1898, foi reconstruída a capela de Santa Gertrudes, que em 1900 recebeu indulgências papais, através de Leão XIII.

A Câmara Municipal de Rio Claro, em 1908, autorizou a instalação da iluminação do povoado, contribuindo para o desenvolvimento. O Distrito de Paz foi criado em 1916, em 1925, Joaquim Raphael da Rocha (vereador) doou um terreno à Cúria, construindo a igreja de São Joaquim, que se tornou o padroeiro.

Em 1948, o Distrito, até então pertencente ao município de Rio Claro, é elevado à categoria de município.
Em 1967, foi regulamentado o dia do município, 16 de agosto.

 

GENTÍLICO: SANTA-GERTRUDENSE

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Distrito criado por Lei Estadual nº 1527, de 27 de dezembro de 1916.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Distrito de Santa Gertrudes figura no Município de Rio Claro.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, Santa Gertrudes é Distrito judiciário e pertence ao Município de Rio Claro.
No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Distrito de Santa Gertrudes permanece no Município de Rio Claro.
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para 1939­1943, o Distrito de Santa Gertrudes permanece no Município de Rio Claro, assim figurando no quadro fixado, pelo Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, para vigorar em 1945-1948.
Elevado à categoria de Município pela Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembrado de Rio Claro, constituído do Distrito sede.
Fixado o quadro territorial para vigorar em 1949-53, composto de 1 só Distrito, Santa Gertrudes.
Assim permanecendo no quadro fixado pela Lei nº 2456, de 30-XII-53 para vigorar em 1954­58, comarca de Rio Claro.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Fonte do histórico: IBGE

Hino

 

 

 

 

 

Letra – Celeste Calil
Música – Romeu R. Panhoca
Lei nº 684, de 6 de Agosto de 1973.

 

Tu nasceste com garbo e civismo,
Flor mimosa adornando
A nação! De valentes cantaste o idealismo
Da nobreza gravaste o Brasão!

A cultura e o labor te asseguram
A pujança do teu caminhar!
De bons filhos os nomes fulguram!
És o amor, és a paz a reinar!

Coro

Nossa terra ó Santa Gertrudes!
Te abençoa e conduz São Joaquim!
Vem do Antigo “Gramado” virtudes
Que te envolvem num brilho sem fim!

Tens as portas abertas, sorrindo,
Ainda abraças amigos, irmãos,
E na fé e liberdade florindo,
Tu conduzes os teus cidadãos!

Da tua indústria de telhas, porfia,
chaminés, gravam em ternos anais,
Do teu solo em sublime poesia
Brotam lindos os teus canaviais!

Brasão

Idealização: Dairto Lourenço Franco, Nelson Queiroz e José Ricardo Franzini.
Autoria: professora Maria Luiza Schimidt Redher.
Lei nº 683, de 6 de Agosto de 1973.

O escudo português lembra os colonizadores do Brasil. Suas cores – ouro, vermelho, azul, verde e branco – representam a riqueza, a coragem e a fé, a elevação espiritual e a honra, a paz e a mata.

No canto do chefe que simboliza a riqueza, uma cruz em azul representa o espírito cristão do povo. A cor azul significa calma, elevação de espírito e honra. Os goles no vermelho que faz fundo ao resto do escudo representam o valor, a coragem, a vitória, a fé e a tenacidade. Sobre os goles, uma parte de telhado significa o amor do povo pelo seu lar e as chaminés fumegantes dizem respeito ao trabalho incessante que constrói a riqueza dos povos.

A coroa mural em tijolos de cor natural representa fortaleza, a defesa da cidade. Três portas abertas ladeadas por ramos de café e cana formam a expressão do trabalho no campo, que acolheu e continua acolhendo tantos trabalhadores de fora.

O escudo está colocado sobre um fitão branco, que é o símbolo da paz, forrado em azul com a divisa “Pela Fé, Honra e Trabalho”, também em azul.

 

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